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03/04/2010 - I Fórum de TI de Garibaldi reuniu profissionais da área
Garibaldi sediou no sábado, dia 27 de março, seu I Fórum de Tecnologia da Informação. O evento, que contou com apoio da Prefeitura Municipal, SEBRAE/RS, Associação de Pequenas e Médias Empresas de Garibaldi - APEME - e organização do Grupo de Tecnologia da Informação e Comunicação de Garibaldi - GTiC - foi um dos primeiros do setor realizados no Rio Grande do Sul.
Segundo a comissão organizadora, o Fórum buscou promover desenvolvimento local através da promoção do conhecimento e da informação para empresários, acadêmicos e profissionais da área de TI.
O GTiC
Assim como para um indivíduo fazer parte de um determinado grupo acaba sendo um meio de estar inserido na sociedade, também uma empresa não pode mais imaginar-se uma ilha. Tendências mundiais de mercado apontam para ações de cooperação.
O GTIC é um grupo de empresas, empresários, acadêmicos e profissionais da área da tecnologia da informação e da comunicação que buscam desenvolver-se através de uma rede de relacionamentos que estimulem relações comerciais e de aprendizagem.
O Grupo visa proporcionar condições para a criação significativa de novos empreendimentos e o fortalecimento de empresas já estabelecidas na área de tecnologia da informação, adequando-as às necessidades e exigências do mercado global, cada dia mais exigente com relação à qualidade dos produtos e serviços, permitindo subsistência, sustentação e crescimento.
As palestras
- Cidade Digital
A primeira palestra realizada durante o Fórum debateu o tema Cidade Digital. O palestrante, Sullivan Cândido de Moura, é membro do Instituto Brasileiro de Estudos Econômicos, Socioambientais e Corporativos - Idea Brasil - que realiza ações de interesse social e comunitário. Moura apresentou conceitos e benefícios sobre o tema e destacou: “Não existe inclusão digital sem inclusão social”.
Segundo o palestrante, Cidade Digital “não é apenas um portal com informações gerais e serviços de uma determinada área urbana. Trata-se de toda uma infra-estrutura interligada em rede. Ou seja, um sistema que integra desde as imagens das câmaras de vigilância de uma cidade até as informações e dados dos setores de saúde e educação. A interligação entre Polícia Civil, Brigada Militar, Bombeiros, Guardas Municipais, etc”. A idéia também contempla a população civil e empresarial com internet sem fio, proporcionando ainda uma comunicação mais barata através da telefonia VoIP.
Moura ainda explicou como desenvolver um projeto de Cidade Digital: “Parabéns ao GTiC e à Prefeitura Municipal de Garibaldi, pois o primeiro passo já foi dado. Que é este debate. Para seguir com a construção de um projeto neste setor, é necessário realizar um levantamento técnico para identificar quais entidades estarão interligadas. Além disso, é preciso dimensionar custos e equipamentos necessários. A maioria dos municípios brasileiros não possui um corpo técnico capaz de realizar este trabalho. Não é culpa do prefeito, é simplesmente uma questão de oportunidade”.
O objetivo maior dessa nova infra-estrutura é promover o vínculo social, a inclusão digital, democratizar o acesso à informação, produzir dados para a gestão do espaço, aquecer as atividades políticas, culturais e econômicas.
- TI Verde
Na seqüência do I Fórum de Tecnologia da Informação de Garibaldi, o empresário Cleber Figueredo, da empresa Qualytool, abordou o tema TI Verde. Segundo Figueredo, “TI Verde é a prática sustentável de produção, gerenciamento e descarte dos equipamentos eletrônicos, bem como a economia de energia. É o estudo e prática do uso eficiente de equipamentos de computação. Ela faz parte da evolução cultural, pois os empresários estão cada vez mais interessados em conhecer o tema e o consumidor está, cada vez mais, cobrando um posicionamento responsável das empresas”.
Segundo Figueredo, as atuais catástrofes naturais têm instigado a curiosidade das pessoas sobre o que é impacto ambiental. Esta alteração no meio ambiente ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade humana, exige um posicionamento responsável de cada cidadão. “Mas de que forma vamos encarar isso? Como um problema ou como uma oportunidade? Obviamente a maioria vê um problema, mas na realidade, é uma grande oportunidade para novos negócios”, alertou Figueredo, que também apresentou dados referentes às práticas verdes nas empresas e nas residências, o que “traz a redução de custos com energia elétrica em no mínimo 30%”.
O palestrante utilizou de alguns exemplos que indicam boas práticas ambientais no setor de tecnologia: “Na empresa Google, os funcionários recebem incentivos financeiros para se deslocarem ao trabalho de bicicleta. Isso gerou ganho de saúde não apenas das pessoas que trabalham na empresa, mas na saúde da própria Google. A imagem da empresa melhora perante a sociedade e até suas ações se valorizam”.
Figueredo concluiu afirmando que é preciso conscientizar-se da importância de reduzir impactos ambientais: “Meu computador gasta pouca energia. Mas é um gasto. E a impressão de documentos, é realmente necessária. Não estamos no início destas mudanças. Estamos no meio dela”.
- Projetos de inovação para empresas de TI
A terceira palestra do dia abordou o tema “Projetos de Inovação em Tecnologia da Informação”, com Sandro Cortezia, da empresa Venti Inteligência em Projetos. Cortezia abordou o tema inovação de uma forma didática para que todas as pessoas presentes entendessem o assunto.
Para começar, trouxe o conceito de inovação, segundo Schumpeter: “É a introdução de um novo bem no mercado, a descoberta de um novo método de produção ou de comercialização de mercadorias A conquista de novas fontes de matérias-primas, ou a alteração da estrutura de mercado vigente, como a quebra de um monopólio. A introdução de uma inovação no sistema econômico é chamada de ‘ato empreendedor’, visando a obtenção de lucro. O lucro é o motor de toda a atividade empreendedora, que proporciona novos investimentos e transferências de capitais entre diferentes setores”.
Cortezia enfatizou a importância da utilização de ferramentas para o desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, em conformidade com os critérios de análise e seleção das instituições ofertantes de recursos: “Está sobrando verba. O principal motivo disso é a falta de projetos”. Como exemplo, o empresário citou a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP.
- Software livre
A última apresentação do I Fórum de Tecnologia da Informação de Garibaldi apresentou o palestrante Lucas Alberto Santos, membro do Comitê Regional de Software Livre do SERPRO - maior empresa pública de prestação de serviços em tecnologia da informação do Brasil.
Santos apresentou o tema Software Livre: “Significa que o código-fonte deste software está disponível para qualquer um e você pode alterá-lo para adequá-lo às suas necessidades, sem ter de pagar”.
Santos apresentou as quatro liberdades oferecidas por um Software Livre: a de executar o software, para qualquer uso; de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades; de redistribuir cópias; e de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira se beneficie da melhoria.
Entre as vantagens do Software Livre, Santos destacou que quando uma falha é descoberta, a correção é tão rápida que sua atualização pode estar disponível antes mesmo de um site noticiar o bug. Ao contrário do que acontece com softers pagos que podem demorar até meses para ser solucionado. Outra vantagem citada por Santos é a independência de qualquer fornecedor de software.
A Tecnologia na Serra Gaúcha
De acordo com pesquisas e tendências de mercado, a Tecnologia da Informação é um dos setores que mais está se desenvolvendo e contribuindo para a criação de empregos, de novas tecnologias e otimizando a produtividade nas empresas. Garibaldi acompanha esse crescimento, reunindo e fortalecendo o potencial dos empreendedores desta área, fomentando o desenvolvimento da economia da cidade.
Segundo o prefeito Municipal de Garibaldi, Cirano Cisilotto, que assistiu as quatro palestras do I Fórum de Tecnologia da Informação de Garibaldi, “este foi o primeiro passo para a discussão do tema em Garibaldi. Esperamos que outros fóruns aconteçam e, para isso, o GTiC pode continuar contando com o apoio da Prefeitura”.
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